Desconecte-se!

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Dias perfeitos não existem. Você pode acordar de bom humor em um dia de sol. Receber um bônus no fim do mês. Escapar do congestionamento das 18 horas. E até emagrecer um quilo comendo bolos e tortas em uma semana cheia de aniversários. Cedo ou tarde algo vai estragar o seu dia. É inevitável. Faz parte do ciclo de altos e baixos que chamamos de vida.

Eu tenho problemas. Tu tens problemas. Ele tem problemas. Todas as conjugações possíveis e impossíveis possuem problemas. Você pode se iludir na tentativa de fuga. Só que vamos ao fato comprovado: Evitar não é possível. O que você pode aprender é a conviver com a sensação ruim de que algo não está resolvido. Mas, como fazer isso?

Por mais que algumas coisas estraguem o seu dia, é necessário “deixar pra lá”. Faça carinho no seu amiguinho de estimação. Vá ao cinema. Visite um amigo. Esqueça dos problemas. Deixe para amanhã o que não pode ser resolvido hoje. Não se desgaste odiando, xingando, esbravejando. Permita-se desconectar!

(Usher – Love in this club)

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Um pouco de inferno


Tired-Woman

Tenho juízo. Sei para onde posso ou não ir. Conheço os limites do bom senso. Coloco as responsabilidades no topo da lista. Prego e sou fã de carteirinha da política da boa convivência. Não preciso que me digam o que tenho que fazer. Eu simplesmente sei, e faço. Não sou de “corpo mole”. Não deixo nada para depois.

Mas, do que vale tudo isso?

De vez em quando todo o bom senso do paraíso precisa de um pouco de inferno. A desordem também precisa vir à tona, nem que seja para dar espaço para a criatividade.

Nem sempre você precisa fazer tudo certo. A “Sra. Perfeitinha” esporadicamente solicita uma folga. Ela também quer sair, se divertir, chutar o balde e dizer: “Não estou nem aí!”.

Às vezes é preciso abrir mão do juízo. Se permitir ser criança de novo. Fingir que não existem responsabilidades, nem clientes, nem vizinhos. De vez em quando – veja bem -, só de vez em quando, você precisa imaginar que vive em um mundo que não precisa de aprovações. Muito menos de “obrigada”.

(John Mayer – John Mayer – Queen of California)

“Mesquinharias” coletivas

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Já escreveu Paulo Coelho: “Costumamos não dar valor às coisas que fazemos todos os dias, mas são elas que estão transformando o mundo à nossa volta.”. E não é que o “mestre” tem razão?

Ao pensar plausivelmente sobre os detalhes cotidianos, vejo o quanto as mesquinharias do dia a dia passam batidas. Vive-se a rotina conhecida de maneira mecânica e impensada, e não há espaço (e muito menos tempo) para se pensar o quanto as nossas atitudes, e aqui me refiro a qualquer uma delas, repercutem não apenas no nosso destino, mas também na vida das pessoas que nos cercam e, por que não dizer, do MUNDO?

Pessoalmente, fico aqui tentando encontrar qual entre as minhas ações está transformando a vida a minha volta. Talvez usar a internet? Não desgrudar do celular? Sofrer horrores com a abstinência das redes sociais? Ou, quem sabe, todo este conjunto de coisas?

Agora, a pergunta mais importante: Será que as coisas que faço todos os dias estão ajudando a fazer  do mundo um lugar melhor? Pior? Ou será que são insignificantes na parcela estrutural da transformação coletiva?

(Skylar Grey – White suburban)

Céu de pensamentos

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Hoje parei para olhar o céu e me ocorreu o pensamento: “Nossa, há quanto tempo não fazia isso?”. Não quero mentir, mas acredito que passei metade da minhas tardes da adolescência contemplando o vazio – repleto de pensamentos – do céu. Como posso ter mudado tanto?

De repente a vida se fez tão corrida, com uma rotina cheia de compromissos, obrigações, responsabilidades! Me vejo o tempo todo lutando contra o tempo para dar contar de fazer TUDO  ao seu tempo! Tem vezes que me sinto sufocar a ponto de querer gritar e voltar correndo para a vida que eu tinha antes do Sr. Tempo virar meu inimigo.

Eu sei que isso faz parte da rotina comum da humanidade, mas por que eu, logo eu, fui cair na insanidade do dia a dia contemporâneo? Não admito viver uma vida sem tempo para fazer coisas simples que trazem a felicidade. Preciso de espaço e de liberdade para comtemplar momentos espontâneos como simplesmente olhar para o alto, ver as cores e as nuances do céu de cada um dos meus dias. Isso é vida, e é isso que quero sempre, sempre pra mim!

(Colbie Caillat – You got me)

Velhas e novas rotinas

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Existem ex-rotinas que deixam de fazer parte das nossas vidas para abrir espaço para novos acontecimentos, novas formas de se viver a vida. Nada mais natural ao processo da vida porque, afinal, como dizem, velhos hábitos precisam ser abandonados para dar espaço a oportunidades (preferencialmente) melhores. Mas, por alguma razão, quando velhas rotinas são novamente vivenciadas por uma casualidade do destino, elas chegam a soar com tamanha naturalidade que sequer parecem que até então faziam parte do passado. Elas incorporam-se a nossa realidade e conquistam as fronteiras do habitual. Sabem do que estou falando?

Falo sobre as ex-rotinas que vez ou outra se fazem presentes no nosso dia a dia e são naturais ao serem vividas que parecem nunca terem sido deixadas de lado. É como se, talvez pelo fato de já terem sido repetidas dezenas de vezes, já fizessem parte de quem somos.

Isso me faz pensar que, quem sabe, as nossas rotinas, independentemente de serem novas ou antigas, agregam valores ao nosso cotidiano, e correspondem da forma mais fiel possível a nossa verdadeira essência esquecida ou encoberta pelos simples hábitos que permeiam dia após dia a banalidade do cotidiano.

(R.Kelly feat Usher – Same girl)

Saudades infinita

Nunca achei que fosse tão difícil ficar longe da minha família. É claro que já esperava sentir a falta de todos e, eventualmente, me sentir sozinha por já estar acostumada em sempre ter alguém por perto. Mas, a verdade, é que a saudade que sinto hoje é incalculavelmente maior do que eu sequer poderia imaginar um dia.

Sinto falta das coisas pequenas como jogar conversa  fora entre um cafézinho e outro, das conversas e risadas com minha irmã caçula, e até sinto saudade dos escassos momentos de silêncio da minha casa. Por incrível que pareça, o silêncio de lá parecia mais cheio de vida do que o que ouço por aqui.

É tudo tão estranho, tão diferente que tenho medo de nunca me acostumar. Dizem que as coisas novas quando repetidas acabam virando rotina, mas eu já chego a pensar que não há como mudar quem somos de verdade. E eu, mesmo agora adotando um sobrenome extra, ainda sou a mesma Marceli que morava no antigo endereço. Uma Marceli que morre de saudades de cada mísero segundo compartilhado com a sua família.

(Ne-Yo – Take a bow)