Imprevisível

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Por mais que a sua vida esteja repleta de problemas… Por mais que o mundo insista em desmoronar sobre a sua cabeça, tudo sempre se resolve. Geralmente, a resposta para os seus problemas não é aparente. Ela costuma se esconder entre os confins das preocupações. Mas, sempre, sempre mesmo, existe uma solução.

É possível que leve um tempo as coisas se resolverem. Provavelmente, também existirão estresses, pressões de todos os lados e uma dose extra de negativismo. Mas, se serve de consolo, cedo ou tarde tudo sempre fica bem. A tempestade passa e cede espaço para dias melhores. Quando você menos esperar, estará olhando para trás e se deparando com o pensamento: “Nossa, nem acredito que passei por tudo isso e superei”.

A vida é assim mesmo: Preocupante. Pacífica. Triste. Feliz. E, sempre imprevisível.

Insolucionáveis

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Por que você se preocupa tanto em encontrar respostas para todas as coisas? Por que não se acomoda com a dádiva que pode existir no simplesmente “não saber”?

Parece que a possibilidade de desconhecer uma resposta causa arrepios. Encontrar um problema e desconhecer a sua solução perturba a humanidade. Perdem-se noites de sono e de paciência. As rugas de preocupação cismam em marcar a testa, e se recusam a ir embora.

Não adianta! Quando você se depara com uma pergunta aparentemente sem solução, não há santo capaz de desviar o pensamento. Por mais que você deixe de lado, ou finja não se importa, o ponto de interrogação do momento continua voltando para perturbar.

Será que não é possível conviver pacificamente com constantes pontos de interrogação? Por que o ser humano não consegue aproveitar as perguntas que nada mais são do que ápices de curiosidade e indagação? É tão difícil assim permitir que as respostas sigam o seu fluxo natural, e apareçam apenas quando for a hora certa?

Desconecte-se!

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Dias perfeitos não existem. Você pode acordar de bom humor em um dia de sol. Receber um bônus no fim do mês. Escapar do congestionamento das 18 horas. E até emagrecer um quilo comendo bolos e tortas em uma semana cheia de aniversários. Cedo ou tarde algo vai estragar o seu dia. É inevitável. Faz parte do ciclo de altos e baixos que chamamos de vida.

Eu tenho problemas. Tu tens problemas. Ele tem problemas. Todas as conjugações possíveis e impossíveis possuem problemas. Você pode se iludir na tentativa de fuga. Só que vamos ao fato comprovado: Evitar não é possível. O que você pode aprender é a conviver com a sensação ruim de que algo não está resolvido. Mas, como fazer isso?

Por mais que algumas coisas estraguem o seu dia, é necessário “deixar pra lá”. Faça carinho no seu amiguinho de estimação. Vá ao cinema. Visite um amigo. Esqueça dos problemas. Deixe para amanhã o que não pode ser resolvido hoje. Não se desgaste odiando, xingando, esbravejando. Permita-se desconectar!

(Usher – Love in this club)

Calmos e aflitos

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A tranquilidade diante da vida seria um diferencial condicionado ou genético de uma pessoa? Para a minha pessoal esperança, eu prefiro acreditar que sim, que a equação formada pelo tempo (t) e a experiência (e) podem ser somados para chegarmos ao final de que “t + e” são iguais ao calculismo absoluto na tomada de decisões que permeiam a realidade.

Hoje vou de encontro a este pensamento, pois gostaria muito de me manter tranquila diante dos problemas. Queria poder abandonar os olhares preocupados, esconder a cara de aflita e jogar fora as caixinhas de chás de camomila. Diante de situações inusitadas eu, nada simplesmente, me desespero! Grito, brigo e fico meio maluca… Como se isso fosse me ajudar a resolver tudo no momento de crise.

Confesso que admiro e invejo os tranquilos de plantão. Porém, não nego que até me irrita um pouco todo aquele papo de “Calma, tudo vai dar certo!” que eu preciso ouvir, mas no momento certo, e não quando estou esbravejando ao mundo a minha preocupação. Gostaria de ser diferente, claro! Mas, será que a habilidade de lidar com problemas é possível de ser conquistada?

(David Guetta feat Sia – She wolf (Fallingt to pieces))

A automecânica dos problemas

Tem uma coisa boa nos problemas. Tem sim, juro! Mesmo os mais complexos, malucos e inusitados sempre somem quando são confrontados com outros problemas. Escafedem-se aos ares como se nada tivesse acontecido. Tudo bem, não é uma ótima notícia para quem tem problemas esporádicos, porém, tenho certeza que os problemáticos de carteirinha certamente ficarão ao menos um pouquinho aliviados com a minha nova afirmação.

Sabe que chega até a ser engraçado? A gente fica ali horas e horas martelando o próprio cérebro, tentando encontrar soluções cabíveis para os problemas daquele momento, criando artimanhas e planos para driblar o próprio azar e, de repente, quase como num passe de mágica (e digo mágica mesmo, nada de meros ilusionismos), puffty(!) e txaram(!) os problemas resolvem ceder lugar para novas dores de cabeça.

É incrível! Eu até poderia dizer que isso sim é tecnologia de ponta controlada por ordem de prioridades mecanicamente definidas, não é mesmo? E, o melhor de tudo: nem se paga por isso! Todo o processo é meramente definido por um racionalismo meio irracional e inconsciente do ser humano. Funciona da seguinte forma: Você se preocupa, estraga as unhas de tanto roer, se descabela para tentar solucionar um problema específico e, do nada, por ironia ou revolta do destino, surge outro problema com um grau de importância maior o suficiente para te fazer esquecer do anterior. Deu pra entender? Super simples!

Sinceramente, gente, às vezes eu realmente admiro a mecânica da vida. Sábia e prática na medida certa!

(Daniel Pohl – Coisas)

Você pode me ajudar?

Pedir ajuda com toda certeza não é uma das coisas que eu gosto de fazer. Sinto-me fracassada e vulnerável quando sou obrigada a agir desta forma. Mas, fazer o quê? Às vezes é necessário, não há como escapar.

Não sei da onde surgem tantos sentimentos ruins com a simples ação de dizer: “Você pode me ajudar?”. Logicamente, são apenas palavras e ao serem pronunciadas nem carregam gamas de sentimentos contraditórios. As pessoas que as escutam se contentarão em apenas ajudar, se isto for do seu feitio ou competência. Entretanto, aqueles que emitem tal frase sabem a quantidade de significados que pode existir por trás de meras letrinhas. Incompetência com a própria vida talvez seja um deles…

Posso estar um pouco enganada ou completamente equivocada ao me sentir mal por pedir auxílio. Porém, sinceramente acredito que ninguém é muito feliz quando percebe que não é capaz de enfrentar sozinho as suas próprias batalhas. Mas, de novo digo: Fazer o quê? Se os problemas existissem para ser resolvidos por apenas uma pessoa, não viveríamos em sociedade, seríamos sozinhos em nossos mundos individuais, não é mesmo?

(Música: Paula Fernandes – Meu eu em você)