Velha de cabelos brancos

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Um dia ficarei velha de cabelos brancos e continuarei acreditando em milagres e que no futuro tudo será diferente. Também continuarei cometendo os mesmos erros, derrubando tudo no chão, esbarrando em paredes, dando bicudas em sacos de pancadas e murros em pontas de facas…

Me conservarei escondendo as saudades infinitas, fingindo não me importar com o que pensam de mim, criando planos mirabolantes em pensamento e fazendo tudo ao contrário na vida real.

Um dia, sim, eu ficarei velha de cabelos brancos e ainda permanecerei amando escondido, desejando o que não posso e fazendo o que não quero. Continuarei olhando para o céu imaginando o impossível e exercitando minha paixão por escrever sobre tudo o que sou e também sobre quem eu gostaria de ter sido um dia.

Sentimentos calados

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Ao longo dos anos aprendi algo que não me orgulho nenhum pouco, mas hoje faz parte de mim e está presente na minha vida tal qual o ato involuntário de respirar. Aprendi a calar sentimentos. Eu os silencio o tempo todo, até mesmo quando não quero e de forma totalmente mecânica.

Não faço isso por mal. Na maioria das vezes é até para evitar que o mal aconteça. Existem sentimentos que não devem ser mencionados por que não seriam compreendidos, ou porque causariam fatalidades inimagináveis.

Prefiro evitar desavenças e complicações…

Engulo a raiva, mantenho xingamentos no pensamento, escondo paixões no peito e finjo não sentir nenhuma dor. Transformo desespero em paciência. Saudade em desapego. Tristeza em reflexão.

E quer saber? Eu sou boa nisso. Ninguém nunca duvida, ninguém nunca questiona. No fundo as pessoas se preocupam apenas com o que você aparenta estar sentindo. Ninguém se dá o trabalho de questionar o que você não exterioriza ao mundo.

Sei que quando escondo sentimentos cometo um crime, deixo de ser e de sentir quem sou de verdade. Mas, por que complicar uma vida – ou várias vidas – que já nem são tão fáceis? Prefiro calar. Existem partes de mim que precisam apenas ser esquecidas.

Quando ninguém observa

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Tem coisas que você faz quando ninguém te enxerga. Quando pensa que não há um ser sequer a lhe observar. Então, você libera seus instintos. Dá asas à liberdade. Se permite viver de fato a atual existência sem pensar em nada. Não analisa as possibilidades dos julgamentos. Não pondera os prós ou contras. Não pensa e repensa uma simples ação. Apenas vive sem medo e sem vergonha. É nestas horas que a verdade se revela e você se permite ser quem verdadeiramente sempre foi, mas que também sempre lutou para esconder.

Momentos como este são escassos. As circunstâncias necessárias para a liberdade de um espírito são complicadas de serem alcançadas, pois dependem não apenas de encontrar “A” oportunidade, mas também de identificá-la em meio ao tumulto do cotidiano.

As amarras que nos prendem as convenções são tão profundas que se fazem incompreendidas. Nos impedem de fazer quase tudo e muitas vezes sequer é possível compreender a razão de existirem. “A vida é como é”… Desta forma nos contentamos. E a indagação sede espaço para o comodismo de se habitar uma vida sem saber por que ela precisa ser desta forma vivida.

Novos pensamentos

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Hoje peço humildes desculpas pelos meus pensamentos. Esclareço que não sou contra a liberdade de pensar – principalmente, não sou contra A MINHA PRÓPRIA liberdade de pensar. Apenas expresso meu íntegro desejo de ser perdoada pela repercussão que as minhas ideias possam ter adquirido.

Quem me conhece, mesmo que por meio deste blog, sabe que até então nunca demonstrei ser uma pessoa lá muito otimista. Ao contrário disso, sempre fiz questão de enaltecer que a arte de manter os pés no chão se encontra entre minhas as principais qualidades. Ao menos era isso que eu acreditava, piamente inclusive, até ontem…

Mas, hoje ao acordar senti que algo mudou. Percebi que estão brotando dentro de mim novas ideias e possibilidades. Começo a acreditar que cultivar um pensamento positivo e otimista é meio caminho andado para encontrar a felicidade que tanto procuro por este mundo.

Então vem a pergunta: Como? Por quê? Da onde surgiu tal mudança?

Sinceramente, não posso dizer com precisão a origem das minhas novas ideias. Livros, talvez? Mas, penso que a vida meio que me conduziu a enxergar o mundo com um outro olhar. Já estava cansada de pensar e repensar sobre minhas preocupações, e sobre a chance dos meus planos darem errado. Sinto que estava sabotando a minha própria vida, sendo a minha própria inimiga.

Hoje sou uma pessoa que busca novos conhecimentos sobre o poder da mente humana. Hoje procuro controlar meus próprios pensamentos, e não permito mais que eles me controlem. Hoje tento nutrir bons sentimentos dentro de mim. Hoje, inacreditavelmente, me sinto mais feliz e em paz. E, do fundo meu coração, espero que as ideias que cultivo hoje se propagem a sete ventos e, especialmente, que se conservem dentro de mim por toda a vida.

Duelo de pensamentos

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Inegável é a força do otimismo. Incontestável é a abrangência do pensamento negativo. Enquanto um eleva os ânimos e conduz a luta, o outro deixa o coração oprimido, cheio de medos e inseguranças.

Seria bom se o otimismo fosse capaz de vencer tal duelo e conseguisse, o tempo inteiro, superar as ideias negativas que brotam sabe-se lá da onde dentro da mente humana. Mas, a verdade, é que na disputa entre o positivo e o negativo, o “lado mau” denota certa vantagem estratégica simplesmente porque é mais fácil acreditar nas coisas ruins.

O pensamento positivo pode surgir naturalmente. Para algumas pessoas ele até pode ser predominante. Porém, para meros mortais fadados a pensar nas infinitas possibilidades do que pode dar errado, ainda há esperança. O otimismo também pode ser aprendido e cultivado dia após dia. Não é uma lição fácil. Requer constante vigilância. Mas, ao mudar o teor dos pensamentos, a vida abre as portas para momentos mais leves e descontraídos. Você muda, e o mundo se transforma junto com você. E só esse simples fato já faz tudo valer a pena!

A volta dos pensamentos

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Pensamentos podem ser de muitos tipos, formas e significados. Podem ser corriqueiros ou constantes. Existem, inclusive, pensamentos que se repetem esporadicamente, talvez com o propósito de nos fazer pensar sobre os ciclos contínuos da vida. Quer um exemplo?

Todos os anos em época próxima ao seu aniversário, você tem o mesmo tipo de ideia. Deve afirmar para si mesmo que a data é como outra qualquer. Não vê graça em comemorar o simbolismo de ficar mais velho. Você, possivelmente, deve refletir sobre a sua função na Terra, sobre  tudo o que fez, e também sobre tudo o que poderia fazer.

Então, chega o Natal e, como em todos os outros anos, você pensa em fazer o bem ao próximo. Resolve fazer doações, dedicar o seu tempo a uma causa nobre. Então o ano acaba, outro se inicia e os pensamentos surgem. Somem. Se repetem dia após dia. De ano em ano. Seguem um ciclo sem fim.

(Ne-Yo – Real thing)