Sofrimento exagerado

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Existem pessoas que se emocionam na medida certa. Se preocupam sem esbanjar nervosismo. Conservam os problemas junto de sorrisos. Eu sou diferente! Sou extremista com as emoções. Meu sofrimento é exagerado. É do tipo exacerbado. Desmedido. Choro, me desespero, e me descabelo. Deixo de viver diante de um problema. Respiro e transpiro preocupação.

Tudo bem! Eu sei que isso é errado. Provavelmente, meu corpo sofrerá as consequências por todos esses excessos. Mas, vou fazer o quê? Sou assim! Não sei fingir o que não sinto. Tão pouco consigo me desligar ou deixar pra lá tudo o que me incomoda.

Emoções sem medidas fazem parte de quem eu sou. Estão comigo desde o momento em que acordo – que por sinal é sempre cedo, porque não consigo ficar na cama enquanto existem tantas coisas para serem feitas! -, até o momento em que vou dormir. Isso quando não invadem meus sonhos e piores pesadelos.

Sei que minhas preocupações são exageradas. Tenho consciência de que só fazem mal para mim e também para as pessoas que me cercam. Mas, o que fazer quando a minha especialidade é criar tempestades em límpidos copos d’água?

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Pensamento constante

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Qual o pensamento mais constante na sua cabeça? Do se trata a insistente ideia que a sua voz interior não se cansa de pronunciar a todo o momento?

Existem pensamentos que são assim intermitentes. Eles não se conformam em se manifestar uma única vez. É como se precisassem comprovar a própria existência o tempo todo, a todo momento. Na minha cabeça o pensamento mais constante é, na verdade, uma pergunta que se elucida exatamente como “O que os outros estão pensando de mim?”. Tem vezes que o “…estão pensando” muda para “…o que vão pensar”, mas a ideia é sempre a mesma repetitiva e interminável.

Quando ando na rua, chego na academia, quando estou no meio da multidão ou completamente sozinha. Não importa o momento, a hora, o local ou a companhia, este pensamento sempre toma conta dos meus dias. É como uma perseguição, mas não necessariamente sempre ruim.

Talvez esta pergunta se repita dia após dia, porque, de fato, sou uma pessoa preocupada com o que os outros pensam ao meu respeito. Não que eu queira comprovar a minha existência para cada ser que cruza o meu caminho, mas sinto uma necessidade de que sentir que o que eu faço está sendo aprovado.

Não ouso me aprofundar nas razões psicológicas ou comportamentais desta característica, apenas a cito para evidenciar minha nova constatação de que o pensamento mais constante de uma pessoa é a maneira mais simples e objetiva de definir quem cada um de nós verdadeiramente é.

Não pretendo perguntar para todas pessoas do meu círculo social qual a ideia mais evidente em cada um dos seus pensamentos. Mas, não nego que, por pura curiosidade filosófica, já me aventurei a levantar a questão por aí. Cada resposta soa como uma nova descoberta sobre um mundo desconhecido e alheio as minhas próprias opiniões e ideias. A cada resposta eu desvendo uma nova face do outro e, principalmente, de mim mesma.

(Anthony Hamilton – Charlene)

A sensação do “ufa!”

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Penso que o alívio está entre as melhores sensações que existem!

Convido você a fazer um teste de comprovação. Basta resgatar na memória algum momento em que você viveu uma situação difícil e, depois de muitas complicações, o seu problema foi resolvido. Consegue lembrar daquela impressão de que um peso enorme foi tirado das suas costas? É exatamente desta sensação que faço referência. Falo mesmo daquele “ufa!” que temos vontade de expressar de vez em quando.

O alívio é como um sentimento de paz e, mesmo que muitas vezes seja momentâneo ou dure bem pouco, ele é suficiente – e também necessário – para que possamos nos abastecer de energias para novos desafios.

Talvez pareça complicado para entender, mas gosto de pensar no alívio como um momento ínfimo que separa o problema da solução. É como como a luz que cintila no fim do túnel. O alívio é como um lampejo de esperança e renovação que nos mostra que tudo sempre fica bem no final.

(Leona Lewis – Run)

Beleza da essência

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O belo, admirável, se manifesta de tantas formas nos seres humanos. Existem belezas de tantos tipos, estilos e que agradam vários gostos e preferências que não há porque se rotular de “bonito” apenas isso ou aquilo. Existem elogios para todo mundo!

Dentro da sua essência, cada pessoa esbanja o seu próprio encanto e não há porque se querer travar competições que podem colocar no pódio uns e rebaixar outros.

Como diz o trecho de um livro que gosto muito:

Cada pessoa tem um encanto próprio, que só se manifesta quando ela é verdadeira em suas atitudes. Não age apenas para agradar os outros. Age com naturalidade, faz o que gosta e que lhe dá bem-estar. Assim sua alma se expressa, a luz do seu espírito se acende e atrai a admiração de todos. É a manifestação do carisma. Todos possuem essa qualidade, mas é preciso aprender a desenvolvê-la.”. (Zibia Gasparetto, O Encontro Inesperado)

(Keke Wyatt ft. Avant – Nothing in this world)

Vontades

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Tenho mil e uma vontades – assim como boa parte do mundo do qual faço parte. Tenho vontade de viajar, conhecer o mundo inteiro… Vontade de todos os dias fazer ou aprender alguma coisa diferente. Também queria escalar uma montanha, e correr em um rally.

Minha vontade é a de fazer mais amigos, de reatar amizades antigas, de exercitar o lado “Marceli social”. Queria visitar com mais frequência os meus parentes, ir mais vezes ao cinema, e me vestir como uma “pin up girl”.

Tenho vontade de voltar a cantar para o mundo inteiro, e as vezes só para mim mesma. Vontade de (finalmente) aprender a tocar violão, e fazer um luau no estilo daqueles de filme, na praia, com fogueira e poucos amigos.

Tenho vontades, uma porção delas… Vontades tantas que jamais se  findam! Mas, o engraçado da história toda é que eu, assim como boa parte deste citado mundo do qual faço parte, tenho vontades, mas nada ou muito pouco faço em relação a isso. As vontades não deveriam servir de pontapé inicial para as concretizações? Por que permanecemos inertes diante dos nossos próprios desejos?

(Lana Del Rey – Summertime sadness)

Silêncio vazio?

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Outro dia li num livro que muitas pessoas buscam parceiros com quem gostam e consigam conversar muito, porque, afinal, é isso que lhes restará para o resto de suas vidas. O problema é que estas pessoas se esquecem que mais importante do que manter diálogos interruptos é se sentir confortável em completo silêncio ao lado de outro ser humano. Isso sim é plenitude!

A gente tem esta mania de achar que o silêncio é vazio, de que ele não representa nada além da inércia. Não porque adoro contradizer e questionar o senso comum, mas eu acho que o silêncio tem voz.

Apesar das palavras não serem pronunciadas, existe muito mais conteúdo, muito mais sustância quando os lábios param de pronunciar palavras, e permitem ao cérebro a adorada arte de pensar. Pensamos melhor quando não falamos, simples assim.

Logicamente, não acredito que seja uma boa alternativa todos virarmos mudos por opção. Só que as vezes, mesmo que só de vez em quando, vale a pena calar para ouvir melhor o que os pensamentos tem a dizer. Descobriríamos muito mais sobre nós mesmos e sobre o mundo se fizéssemos isso, mesmo que só eventualmente.

(Bruno Mars – When I was your man)