Palavras assassinadas

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As palavras podem machucar, acredite. Levante o dedo quem nunca sentiu o pesar verbal em uma discussão, ou em meio a uma conversa despropositada. Mesmo sem querer, somos bombardeados por frases que doem mais do que tapas. É inevitável, garanto a afirmação por experiência própria.

Já senti na pele a ardência de xingamentos, de desaforos, a até de bullying. Já ouvi gente dizendo que não significo nada, já presenciei a confissão de paixões que acabaram, já vivi a dor das palavras que sucedem o “adeus”. Já sofri, chorei e também já esqueci. Mas, é a dor das palavras não ditas que ainda não consegui superar.

Existem sentimentos no mundo que prefiro não racionalizar. Sei que é errado, mas considero mais “sensato” (veja bem falei “sensato”, e não “inteligente”) simplesmente deixar pra lá. Fingir que nada sinto, e seguir a vida como se uma gama indescritível de sentimentos não residisse dentro de mim.

Se não falo, os sentimentos, teoricamente, não existem, certo? Errado, eu sei. Mas, ao menos os ouvidos alheios nada sabem ou escutam. Admito que minha atitude não é nada madura e muito menos deve ser levada como um exemplo. Só que, acostume-se ou não, esta sou eu: Assassino as palavras antes que elas possam ser pronunciadas e jogadas aos cuidados indecifráveis do destino em forma de confissão.

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Desenfreados

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Ok, vamos fazer um acordo? Eu te revelo alguns segredos, e você promete que os esquecerá. Deve fingir que não sabe de nada, ou que simplesmente não se importa. Não quero sua piedade, não quero despertar sentimentos. Desejo apenas que alguém esteja perto o bastante para me enxergar de verdade por míseros minutos do dia.

Não, não me diga depois de um tempo que não pode cumprir sua promessa. Não fale que as coisas saíram do seu controle ou que a situação mudou. Por favor, apenas faça o que combinamos. Qual a dificuldade em simplesmente se manter uma promessa?

Hoje vejo que me enganei quando acreditei que a parte mais difícil de um acordo é escolher as palavras certas para constituí-lo. Cada alínea pode ter sido meticulosamente planejada para cumprir objetivos específicos, e isso não mudará nada!

A verdade é apenas uma: Nenhum ser humano neste planeta pode acreditar que está perfeitamente seguro por trás de acordos que unem (ou separam) duas pessoas. As palavras nunca serão o suficiente para acabar com sentimentos desenfreados. Mas, talvez, a ausência delas sim.

Pedaços de mim

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Ok… Vamos lá! Como se faz isso mesmo? Já faz tanto tempo que não me dedico a escrita que não recordo mais do processo. Tudo bem, eu sei que acabo de cometer um exagero. A arte de combinar palavras não cai simplesmente no esquecimento. Mas, é normal sentir ansiedade?

Sinto como se tivesse acabado de voltar de uma longa viagem. Olho a folha branca no Word e me pergunto “E agora? Por onde andam as tais Palavras de Marceli?”. Será que ainda consigo encontrá-las em meio aos escombros que vivo dentro de mim?

Parece que diante da fatalidade meu cérebro decidiu por conta própria, ou não, desligar a minha constante vontade de racionalizar cada mísero acontecimento do dia. Por todo este tempo que estive ausente, me mantive ocupada demais procurando me desvencilhar das emoções.

Entendo que fugir nunca é uma solução inteligente, mas eu precisei deste tempo “offline”. Algumas dores são profundas demais para serem registradas. E, sinceramente, não sinto que certas fraquezas sejam interessantes de serem compartilhadas.

O que importa é que estou aqui novamente juntando os partes de um espírito despedaçado. Por isso, desde já peço desculpas pela possível melancolia que será exacerbada nos próximos posts. Apesar das palavras serem vinculadas em mundo virtual, o que sinto dentro de mim é real. Molda cada um dos meus pensamentos que estão carregados de fragmentos da pessoa que eu costumava ser, mas não tenho certeza se ainda existe.

Palavras imcompreendidas

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Quando digo que ninguém me entende é porque, com todas as letras, NINGUÉM ME ENTENDE. Talvez as tentativas não sejam parcas e tão pouco inconstantes. Mas, como pode uma mente completamente diferente da minha conseguir compreender o que se passa no meu inconstante inconsciente?

Tenho pensado em meus textos, e em minhas vãs filosofias sobre o tudo e o nada que me cercam e atingem. Percebo que mesmo que exista alguém capaz de se interessar pelos meus devaneios, não haveria margem para a compreensão das tais Palavras de Marceli. Cada frase encobre significados e pensamentos incontáveis. Apesar do meu mais sincero desejo ser o de descrever o que se passa em minha mente, percebo que mais escondo do que revelo. Mais me perco do que me encontro.

PALAVRAS… Eu as amo ao passo que também as odeio. Quase sempre elas me são fiéis amigas, porém às vezes forjam a sua intenção. Permitem significados diferentes, induzem a incompreensão. Viver sem elas não posso. Conviver com elas é um infindável aprendizado.

 

Quando o silêncio fala

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O silêncio as vezes fala. Grita! Diz tanto que chega a perturbar. Não se houve uma palavra. Sequer sente-se um indício de respiração. Mas, é fácil ler entre as entrelinhas. Captar a mensagem não exige sinais sonoros.

O silêncio fala quando ninguém lhe retorna uma ligação. Quando a caixa de entrada dos e-mails fica vazia. Quando não há recados e nem presença. É nestas horas que você sabe que não adianta fazer nada. É como o velho ditado: Quando um não quer, dois não brigam.

Não vale a pena lutar contra o silêncio simplesmente porque ele não existe. Você pode camuflá-lo cantarolando ou ocupando o tempo. Pode fingir que não se importa. Mas, no fundo, todo mundo sabe o quanto incomoda a falta daquilo que nunca foi dito.

(Pink – Try)

Besteiras modernas

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Eu costumo ler… Ok, confesso, eu leio muito! Leio revistas, livros, TCCs alheios, folhetos de promoções, e muitas bobagens que os outros escrevem no Facebook, tais como: “O amor acabou”, ou “Vou deixar a fila andar”. Me pergunto se tudo isso é para ser engraçado, ou as pessoas, sei lá, de repente se sentem mais fortes proclamando besteiras pelo feed de notícias.

Não existe esta conversa de que o amor chegou ao fim, ou de que a vez é do próximo (a) que aparecer. Me poupem da hipocrisia! Como pode o amor não dar certo quando sequer houve luta? Ninguém tentou, ninguém defendeu o sentimento!

Hoje em dia parece que tudo se resolve com o troca-a-troca. O excesso de opções, causado pela ótica enganosa do número de amigos que você conserva em uma rede social, não implica em se conquistar um parceiro melhor.

Tenha dó! Em vez de fugir, enfrente e resolva os seus problemas. Romances perfeitos não existem fora dos contos de fada. Relacionamentos são complicados, exigem dedicação. Se os problemas foram capazes de acabar com o seu otimismo, tudo bem, desista. Mas, não diga que o amor acabou. O amor não acaba!!!! O que finda é apenas a minha paciência com a falta de respeito pelas palavras dentro dos seus reais significados. 

(Shontelle – Impossible)