Você tem medo?

Reprodução

No dia a dia é mais do que comum presenciarmos expressões receosas como, por exemplo, Tenho medo de correr atrás dos meus sonhos. E se não der certo?”, ou Gostaria de me arriscar em um novo relacionamento, começar tudo de novo. Mas e se eu estiver fazendo a escolha errada?. Dizem por aí que medos como estes são ruins e deveriam ser superados, pois exprimem as maiores fraquezas do ser humano. E fraqueza, segundo os supostos corajosos, é algo abominável.

Mas será que o medo precisa ser sempre combatido? Não existem ocasiões ele que pode ser muito bem-vindo?

Em minha própria defesa, porque afinal sou uma colecionadora de inseguranças, medos nem sempre são negativos. Muitos deles, inclusive, são essenciais para nos manter vivos. Eles nos impedem de tropeçar pelo caminho, cair de uma ponte, ou despencar de uma janela.

O medo nem sempre representa a falta de coragem. Em certos momentos, ele denota apenas a voz da nossa consciência tentando nos alertar sobre as possíveis burradas que podemos cometer. 

M-E-D-O é uma mera indicação de que desejamos nos proteger dos eventuais perigos que podem comprometer nossa habitual comodidade.

Anúncios

Medo?

Reprodução

Como toda boa leonina tenho jubas, orgulho, insegurança, e medo! Medo de desafiar o comodismo e a rotina. Medo de tentar. Tenho completa convicção do quanto isto é ridículo. Conheço todas as típicas frases de autoajuda que frisam a necessidade de se enfrentar os nossos medos na busca da superação e liberdade. Mas, de nada adiantam frases prontas e conselhos. Eu sou do tipo que “pega no tranco”. Funciono com impulsos próprios, e não com a motivação externa.

Com o passar dos anos aprendi que o medo desaparece quando a gente se acostuma com a situação. Ele some quando erguermos a cabeça e pronunciamos um “Seja o que Deus quiser”. No final, tudo costuma dar certo. A parte realmente mais difícil é a de dar o primeiro passo. É o tal do se arriscar.

Para amantes da boa rotina é terrível abandonar o conforto das situações programadas para cada dia. Deixar de lado os caminhos conhecidos implica em travar uma luta com o estresse e com a ansiedade. É sofrido, eu sei. Mas, é um “mal” necessário se você deseja superar tudo o que lhe incomoda. Mas, vai por mim: Vale a pena!

Quando o medo é superado, ficamos mais fortes. Quando o medo é superado nos tornamos vitoriosos!

Grande motivador

Reprodução

Dizem por aí que o maior motivador do ser humano é a vontade. Não desejo contrariar toda a sabedoria humana, mas para mim é o MEDO.

É fácil entender que quando se tem vontade de fazer alguma coisa, tudo se torna mais fácil. As pessoas lutam e vão atrás do que querem, quando realmente querem. Entretanto, o medo tem a sua própria vontade e consegue sozinho definir o seu destino.

O medo não precisa que as pessoas tomem atitudes. Ele permite que elas fiquem quietas dentro das grades que ele cria. Se você tem medo de dirigir por exemplo, o medo permite que você fique ali quietinho no seu canto, acomodado com a rotina de utilizar o transporte público. A vida continua igual, mas o medo faz de você um prisioneiro.

Como a vida é feita de escolhas, o medo também lhe fornece outra opção. Ele pode induzir suas ações de maneira positiva ou negativa. Você pode se acomodar dentro das suas fobias, ou pode fazer delas a sua motivação.

Se você usar o medo para buscar o sucesso, eu garanto: Nada neste mundo é capaz de lhe impedir de chegar onde você quer chegar! Isso até parece um texto de autoajuda, mas pense comigo. O medo pode fazer você desistir dos sonhos. Mas, também pode te desafiar a conquistar cada um deles.

Não se assuste se você ainda se deparar com o medo no meio de cada batalha. É natural que ele apareça de tempo em tempo. Mas, não se esqueça que ele surge apenas para lembrar você que tudo é possível quando se busca a própria superação.

Vergonha íntima

Reprodução

Certas intimidades provocam vergonha. Vergonha de falar. Vergonha de expressar sentimentos e vontades. Não entendo porque isso acontece. Na verdade, não faz o menor sentido.

Diante das pessoas mais próximas algumas coisas não podem ser ditas. Algumas situações não são viáveis de serem vividas. Barreiras se criam e cedem espaço para a inibição.

Não consigo tratar determinados assuntos com o meu pai. Outros são “tabu” se sequer mencionados com a minha mãe. Há até momentos significativos que não posso dividir com o meu marido. Bom, poder eu posso. Mas, não consigo. Existe um empecilho. É a inércia inexplicável diante da vontade genuína de me expressar, de contar uma história, de compartilhar um momento.

A intimidade não deveria ser uma espécie de porta aberta para a liberdade de expressão?

(Céline Dion e Ne-Yo – Incredible)

De cara com o desconhecido

Reprodução

Outro dia ouvi uma frase que dizia que precisamos enfrentar os nossos medos. Na verdade, eu já me deparei com estas palavras um porção de vezes ao longo da minha vida. Acho que, inclusive, até já escrevi sobre o assunto. Mas, por alguma razão inexplicável, desta vez as conhecidas palavras me tocaram de um jeito diferente.

Costumo dizer que o universo sempre conspira a favor do nosso aprendizado, e por isso acontecimentos, ou meras frases como esta citada, ficam passando e repetindo diante dos nossos dias com o feliz propósito de nos fazer enxergar algo a mais do que um mero conjunto clichê de ensinamentos filosofais. Hoje, particularmente, foi a minha vez de entender como se enfrentar os medos.

Por alguma razão ao ouvir a frase eu percebi o quanto é simples enfrentar os medos. Basicamente, apenas devemos em vez de fugir, enfrentar o desconhecido. Bater no peito e dizer: “Eu consigo, eu posso, vai dar tudo certo!”. Não existe nada de difícil em se enfrentar os problemas ou as situações que fogem da nossa rotina. É só fazer e pronto! É assim que se superam os anseios da vida.

No final das contas percebi: Tudo na vida é muito simples, a gente que tem esse hábito feio de querer complicar as coisas.

(Tiê – Te mereço)

Medo do “Eu te amo”

Reprodução

Por que temos medo de dizer “Eu te amo”? Por que tratamos o amor como um bicho de sete cabeças?

Por mais que eu tente, não consigo enxergar maldade em um sentimento tão bonito que só provém da bondade e das características mais positivas dos falhos seres humanos. O amor é bom, é lindo, então pra que evitá-lo? Por que fugir daquelas palavrinhas mágicas que podem trazer tanta felicidade para uma outra vida?

Se o amor é bom, positivo, vindo dos céus e de todas as divindades existentes nesta Terra, devemos espalhá-lo ao mundo sem medos ou vergonhas. O “Eu te amo” não precisa ser evitado pelo medo de errar, de extrapolar os sentimentos, ou pela incerteza do coração. Se somos acometidos pela vontade de falar que amamos, por que não dizê-lo em alto e bom tom? Afinal, que mal há em simplesmente se amar alguém?

 (Jamie Cullum – Save your soul)