Maldade despropositada

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Existem duas formas de se fazer o mal para uma pessoa: Há a maneira intencional, quando existe a vontade de causar as devidas consequências; E, existe a maldade que considero despropositada, pois não possui intenção direta de existir, mas também machuca quem for atingido.

Digo isso porque percebo que certas vezes causamos o mal sem pensar, sem querer. A nossa felicidade, por exemplo, pode instigar inveja e ódio em outras pessoas. E o que é a inveja, e o ódio senão um tipo de mal? É claro que se pensarmos assim, o ato de fazer o mal vai ganhar proporções inimagináveis, mas deixe-me teorizar sobre as causas da infelicidade humana!

Tem gente que não é feliz, ou se torna infeliz,  por causa da felicidade dos outros. O simples ato de se avistar alguém sorrindo em uma conversa, cantarolando no carro, ou qualquer coisa assim espontânea do dia a dia, pode provocar sentimentos ruins nos outros. E então, mesmo sem querer – e também sem perceber – fazemos o mal.

Será que o ser humano é tão bobo a ponto de sabotar a sua própria felicidade por cogitar que a felicidade do outro é maior ou melhor?

(Babyface – I need a love song)

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Versões do ser humano

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Não acredito que um ser humano possa ser inteiramente mau ou completamente bom, por isso, ao menos dentro da minha ótica, não há quem possa se classificar no drástico e fazer um autoapontamento exclusivo para alguma destas duas categorias. Para mim, cada pessoa tem dentro de si doses de maldade e também de bondade que se colidem, mas convivem juntas sempre.

Concordo que existem atitudes que fazem a balança pender mais para um lado do que para o outro, porém não penso que esta observação é o suficiente para se criar definições. Não é porque esbravejei, julguei precipitadamente, ou neguei ajuda ao próximo em um determinado momento que sou uma pessoa malvada como um todo. E, convenhamos que também não posso ser canonizada por ter doado roupas e alimentos em uma igreja, certo?  Para se definir categorias precisa-se olhar mais de perto, minunciosamente se possível.

Com isso não pretendo defender os maus e muito menos questionar os bons, apenas atento a verdade fatídica de que o mal e o bem vivem uma relação constante dentro de nós. Ambos nos habitam, fazem parte dos nossos pensamentos e até do nosso caráter.  Mas, o fato de um lado se esconder enquanto o outro se enaltece na expressão, não implica na inexistência do lado encoberto. Tudo isto apenas repercute nas versões boas ou más de nós mesmos que apresentamos ao mundo.

(Lil Wayne ft. Detail- No worries)

Não faz sentido!

Tem coisas que simplesmente não fazem sentido. Não entram na minha cabeça e não há santo no mundo capaz de me fazer entender. Por exemplo, não consigo assimilar a injustiça com as pessoas, a mentira, e a hipocrisia. Também não aceito a arrogância descabida e a maldade gratuita. Como as pessoas podem ser assim?

Sei que tudo isso não foge do “natural”, afinal se vivendo em um planeta tão grande é impossível deixar de se notar a diversidade das pessoas. Mas, o fato de eu ser capaz de compreender os diferentes tipos de seres humanos não implica em eu conseguir aceitar como elas são, ou ao menos certas atitudes que lhes dizem respeito.

Sei que não sou ninguém para julgar. Tenho tantos defeitos, e erros incalculáveis que me fazem passar longe do quesito “anjo”. Porém, ainda assim, me sinto no direito de dizer que não sou tão ruim quanto muita gente que vejo por aí fazendo o mal sem olhar a quem, e despejando ao mundo toda a sua ira sabe-se lá por qual razão.

Tenho meus pontos a serem melhorados, trabalhados, mas a crueldade simplesmente não faz sentido e duvido que alguém consiga entender!

(Jamie Foxx ft. Drake – Fall for your type )

Evolução do mundo

Será que o mundo realmente está evoluindo conforme retratam os gráficos de consagrados economistas e de tanta gente “importante”?  Tenho a impressão de que não, de que diferente do que prega a política de evolução constante, estamos parados no mesmo lugar ou até mesmo indo para trás. Ao menos é assim que vejo o mundo e não me refiro apenas a questões político-econômicas, mas sim a evolução das particularidades humanas.

A gente liga a televisão ou abre um site de notícias na internet e só se depara com atrocidades de toda espécie. Gente matando gente, gente roubando de gente, gente mentindo, enganando, trapaceando, chantageando, pisando nos outros para chegar um pouco mais alto, em uma posição, quem sabe, mais privilegiada. São as raras as ocasiões em que se observa a bondade gratuita com outro ser humano. E, o pior: A bondade que eventualmente se prega às vezes até serve de disfarce para objetivos escusos.

Então não, não consigo acreditar que o mundo em que vivo está evoluindo. Admito que tem muita boa por ai tentando pregar a humildade e a caridade, mas não posso deixar de dizer que a maldade parece se alastrar muito mais rápido nas esferas terrestres e, de uma forma meio maluca, até consigo entender o motivo.

É muito mais fácil se propagar a inveja, o ciúmes, a mentira. É o caminho mais fácil para o ser humano esconder as suas vãs falhas. Mas, fazer com que o bem se alastre pelo mundo é difícil. Requer laços mais fortes, mais estruturados e determinados e, sinceramente, acho que as pessoas tem preguiça e até mesmo vergonha de admitir que são boas e de, enfim, fazer o bem. E, assim vamos caminhando, buscando uma evolução que raramente acontece.

(Mya feat Lil Wayne – Lock u down)

Extremidades humanas

Quanto mais convivo com as pessoas, mais cresce o meu nível de perplexidade com o ser o humano. Fazendo uso de uma redundância inteligível, existem pessoas e pessoas. Umas boas, outras más, e há até aquelas que beiram as duas extremidades e só são legais eventualmente, ou quando estão sob o efeito dos calmantes contidos em remédios para emagrecer.

Se por um lado a bondade do ser humano me comove e me deixa feliz, pelo outro, a maldade e violência me fazem questionar todas as minhas crenças. É difícil acreditar como existem pessoas, e aqui me retenho as “não boas”, que conseguem agir se guiando por pura crueldade, sem escrúpulos ou remorsos. Pergunto-me: O que se passa na cabeça de um indivíduo desses?

Lembro que quando criança eu ficava mal, arrependida de verdade, e super-ultra-mega preocupada quando contava uma mentirinha, daquelas bobas como dizer que ganhei um conjuntinho de canetas coloridas novo ou coisas assim. A culpa por soltar ao mundo uma mentira me constrangia, me fazia ter vergonha de mim mesma a ponto de acreditar que eu estava doente por isto ou que o Papai Noel não iria me trazer a Barbie Corações de Gelo.

Se posso dizer que aprendi uma coisa ao longo da minha vida e, principalmente, dos últimos dias, é que a gente não pode julgar os outros a partir dos próprios parâmetros. As pessoas podem ser muito boas, mas também há aquelas cuja a perversidade me faz estremecer só de pensar. Sempre é bom ter cuidado.

(Kelly Rowland-Broken)

Grosserias escapulidas

Vivo num mundo em que nada é capaz de justificar uma grosseira. Um mundo que construí a partir dos meus próprios ideais de vida e da constante observação de tudo o que me cerca. Não posso dizer que neste mundo não ocorrem situações controvérsias ao que digo, a palavra conhecida como “perfeição” não existe mesmo em um universo de ideais. Mas, se são ideologias que fazem uma vida, esta é das que adoto e não abro mão.

Ser grosso com alguém é muito fácil. Uma entonação diferente numa frase absolutamente normal já desvia todo um significado, e implica numa maldade espontânea ou pré-determinada. Basta um “uhum, sei” ou um simples “tá!” para transformar uma conversa inocente em algo drástico do ponto de vista da harmonia.

Ouso dizer que a facilidade em se empregar uma grosseria pode ser o motivo que a leva a ser aplicada rotineiramente. Entendo que não é só de facilidades que vive o homem, mas quando se caminha em uma estrada cheia de buracos é quase certo que se vá tropeçar em alguns momentos.

Muitas grosseiras nos escapam despercebidas, são pronunciadas no calor do momento e saem sem pedir licença. Sempre é bom estar atento.

(Música: Keyshia Cole – Brand new)