Novos pensamentos

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Hoje peço humildes desculpas pelos meus pensamentos. Esclareço que não sou contra a liberdade de pensar – principalmente, não sou contra A MINHA PRÓPRIA liberdade de pensar. Apenas expresso meu íntegro desejo de ser perdoada pela repercussão que as minhas ideias possam ter adquirido.

Quem me conhece, mesmo que por meio deste blog, sabe que até então nunca demonstrei ser uma pessoa lá muito otimista. Ao contrário disso, sempre fiz questão de enaltecer que a arte de manter os pés no chão se encontra entre minhas as principais qualidades. Ao menos era isso que eu acreditava, piamente inclusive, até ontem…

Mas, hoje ao acordar senti que algo mudou. Percebi que estão brotando dentro de mim novas ideias e possibilidades. Começo a acreditar que cultivar um pensamento positivo e otimista é meio caminho andado para encontrar a felicidade que tanto procuro por este mundo.

Então vem a pergunta: Como? Por quê? Da onde surgiu tal mudança?

Sinceramente, não posso dizer com precisão a origem das minhas novas ideias. Livros, talvez? Mas, penso que a vida meio que me conduziu a enxergar o mundo com um outro olhar. Já estava cansada de pensar e repensar sobre minhas preocupações, e sobre a chance dos meus planos darem errado. Sinto que estava sabotando a minha própria vida, sendo a minha própria inimiga.

Hoje sou uma pessoa que busca novos conhecimentos sobre o poder da mente humana. Hoje procuro controlar meus próprios pensamentos, e não permito mais que eles me controlem. Hoje tento nutrir bons sentimentos dentro de mim. Hoje, inacreditavelmente, me sinto mais feliz e em paz. E, do fundo meu coração, espero que as ideias que cultivo hoje se propagem a sete ventos e, especialmente, que se conservem dentro de mim por toda a vida.

A volta dos pensamentos

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Pensamentos podem ser de muitos tipos, formas e significados. Podem ser corriqueiros ou constantes. Existem, inclusive, pensamentos que se repetem esporadicamente, talvez com o propósito de nos fazer pensar sobre os ciclos contínuos da vida. Quer um exemplo?

Todos os anos em época próxima ao seu aniversário, você tem o mesmo tipo de ideia. Deve afirmar para si mesmo que a data é como outra qualquer. Não vê graça em comemorar o simbolismo de ficar mais velho. Você, possivelmente, deve refletir sobre a sua função na Terra, sobre  tudo o que fez, e também sobre tudo o que poderia fazer.

Então, chega o Natal e, como em todos os outros anos, você pensa em fazer o bem ao próximo. Resolve fazer doações, dedicar o seu tempo a uma causa nobre. Então o ano acaba, outro se inicia e os pensamentos surgem. Somem. Se repetem dia após dia. De ano em ano. Seguem um ciclo sem fim.

(Ne-Yo – Real thing)

Pensamentos não dissecáveis

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Todo mundo que visita este blog sabe que eu defendo todo tipo de ideia e pensamento, inclusive, e especialmente, as verdades banais e óbvias que as pessoas sabem, mas ignoram conhecer. Para mim, as maiores lições de vida são estas que fazem parte do nosso dia a dia.

O pensamento deve ser livre. Ele tem de poder ir para onde quiser, viajar por todos os horizontes sem medos de extrapolar limites ou quebrar barreiras. Defendo, e mais importante que isto, acredito que as pessoas devem racionalizar tudo, porque, ao menos dentro da minha opinião, compreender o que se passa ao nosso redor é meio caminho andado para o processo de autoconhecimento que considero primordial a qualquer evolução física, espiritual, psicológica.

Só que acontece que, como dizem por aí, toda regra tem a sua exceção. E para o pensar também existem as devidas ponderações. Tem coisas nas quais não devemos pensar. Há pensamentos que são poderosos, dolorosos ou verdadeiros demais para serem dissecados. Existem pensamentos que precisam ficar aprisionados de maneira estática nas nossas ideias.

(John Mayer – Who says)

No mundo da solidão

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Ninguém, absolutamente ninguém na face da Terra, faz ideia – remota que seja – do que se passa nos meus pensamentos. Não existe uma pessoa sequer que seja capaz de entrar no mundo das minhas ideias e desvendar tudo o que camuflo no dia após dia de toda a minha vida. Isso me parece até meio solitário…

Todos os meus pensamentos (dos mais banais e corriqueiros aos mais importantes e filosóficos) estão sozinhos. Quando não compartilhados devidamente com o mundo, eles permanecem enclausurados dentro de mim, não veem a luz do dia, não se interligam com outras ideias. Ficam apenas estáticos na sua própria realidade triste ou feliz.

Claro, eu gostaria que isso mudasse. Queria poder expor ao mundo tudo o que se passa pela minha cabeça, dizer óbvio e também o que ninguém imagina. Mas, do que me adiantaria? Minha intuição me diz que se a natureza do pensamento é ser abstrato, intocável e estreitamente pessoal é porque tem que ser assim. Talvez se todas as ideias fossem expostas ao mundo o resultado seria drástico demais.  Por isso, permaneço com o que conheço. Opto por deixar meus pensamentos protegidos no mundo da solidão. Penso que é melhor isto a travar batalhas das quais sequer sei se poderia sobreviver. Será que tudo isso faz algum sentido?

(Theory Of A Deadman – Not meant to be)

A musa da inspiração

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A pergunta mais frequente que os escritores e artistas em geral ouvem é sobre a origem da inspiração.  Logicamente, por se tratar de seres sensíveis e criativos, as respostas fornecidas são incríveis e variadas. São repletas de vírgulas e pontos que melodicamente expressam a opinião. Cita-se o amor, a dor, a casualidade, a rotina, a esperança, a religião… São várias palavras, conceitos, nomes e sobrenomes, mas a justificativa sempre atinge o mesmo produto final: A inspiração vem da vida.

Todas as suas facetas, caras e bocas, experiências desde as mais banais até mais significativas são palco e margem para o que chamamos de inspiração. Ela vem ao acaso, sem compromisso com horários. Surge dos momentos simples, de um olhar diferente, de um pensamento jamais ocorrido, e até mesmo de uma ideia preconcebida que foi repensada.

A inspiração não tem hora, não tem data e nem local. Ela apenas se faz presente como um vislumbre de uma realidade habitual que se tornou mais profunda, mais compreendida. A inspiração vem da vida. A vida é a musa da inspiração.

(Christina Aguilera – Loving me 4 me)

Pensamentos solitários

Será que é possível calcular o número de pensamentos que temos durante um dia inteiro? Na certa, são tantos que sequer percebemos de maneira consciente.

A todo o momento estamos pensando no trabalho, nos amigos, família, em eventuais problemas, na rotina do próximo dia, nas obrigações, nos maridos e namorados, no carro que precisa de conserto, e nas unhas que clamam por uma camada extra de esmalte… São tantos pensamentos, tanta atividade cerebral que seria bem complicado definir tudo em um número exato.

O mais engraçado de tudo isso é que os pensamentos, sejam eles quais forem, são absurdamente solitários. Quando não compartilhados em palavras escritas ou faladas, eles ficam guardados exclusivamente para nós mesmos. São solitários porque permanecem escondidos, abstratos, e inertes as suas próprias existências.

Não digo com isto que todos os pensamentos precisam ser divididos com as outras pessoas. Longe disso! Existem ideias que se fossem comunicadas poderiam ser desastrosas. Mas, acredito que os bons pensamentos, os criativos, e os fraternos, não deveriam ficar restritos a solidão do nosso cérebro. Seria bom se eles fossem compartilhados e divididos para, assim, também serem multiplicados. Será que dá para me entender?

(India Arie – I see god in you)