Mundo melhor

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Transformar o mundo inteiro é difícil. Curar todas as doenças. Acabar com a fome. Extinguir os problemas não é tarefa para uma pessoa só. Até digo que seria simples demais se fosse assim. Viver ficaria sem graça. Mas, acredito cegamente que pequenas mudanças podem impactar a vida das pessoas que lhe cercam. E quer saber mais? É o seu comportamento que que irá definir se este impacto será bom ou ruim.

Esbravejar ao mundo toda a sua raiva. Gritar com um colega de trabalho. Fingir que não viu aquele conhecido do outro lado da rua pode tornar a sua existência mais simples (de certo ponto de vista). Só que afastar as pessoas do seu vínculo de convívio social tende a deixar a vida resumida em duas palavras: VOCÊ, e o seu MAL HUMOR.

Já por outro lado… Desejar bom dia a um estranho. Sorrir para uma criança. Elogiar um conhecido pode trazer felicidade. Gestos à primeira vista banais tem o poder transformar o mundo em um lugar mais alegre e bonito de se viver.

Quando damos à vida um pouco da nossa felicidade, somos retribuídos na mesma moeda. Você pode acreditar em tudo isso, ou simplesmente ignorar. Como tudo na vida, esta também é uma escolha. Mas, se você se permitir observar, verá que a educação, o bom humor e pequenos sorrisos podem contagiar o mundo com coisas boas. Não custa nada experimentar…

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Maldade despropositada

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Existem duas formas de se fazer o mal para uma pessoa: Há a maneira intencional, quando existe a vontade de causar as devidas consequências; E, existe a maldade que considero despropositada, pois não possui intenção direta de existir, mas também machuca quem for atingido.

Digo isso porque percebo que certas vezes causamos o mal sem pensar, sem querer. A nossa felicidade, por exemplo, pode instigar inveja e ódio em outras pessoas. E o que é a inveja, e o ódio senão um tipo de mal? É claro que se pensarmos assim, o ato de fazer o mal vai ganhar proporções inimagináveis, mas deixe-me teorizar sobre as causas da infelicidade humana!

Tem gente que não é feliz, ou se torna infeliz,  por causa da felicidade dos outros. O simples ato de se avistar alguém sorrindo em uma conversa, cantarolando no carro, ou qualquer coisa assim espontânea do dia a dia, pode provocar sentimentos ruins nos outros. E então, mesmo sem querer – e também sem perceber – fazemos o mal.

Será que o ser humano é tão bobo a ponto de sabotar a sua própria felicidade por cogitar que a felicidade do outro é maior ou melhor?

(Babyface – I need a love song)

Felicidade e sacrifício

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É bonito ver os sonhos realizados. É emocionante quando presenciamos pessoas que conseguiriam o inimaginável e fizeram dos seus objetivos uma meta concretizada. Algumas pessoas dizem “Parabéns, você conseguiu!”, e outras te perguntam “Como? Onde? Como eu faço o mesmo?”. O que ninguém enxerga é que por trás das realizações existem incontáveis sacrifícios.

Quando um sonho se torna real parece que todo mundo se esquece de como é difícil conquistar certas metas que estipulamos para nós mesmos. As pessoas enxergam o resultado final, mas esquecem que existem barreiras que precisam ser quebradas, e vitórias que necessitam ser conquistadas antes da realização do mais simples dos sonhos.

Quando se vê uma bailarina sorrindo ao dançar ninguém se dá conta de que a sua felicidade é proporcional ao seu sacrifício. Imagine as dores nos pés, as horas de ensaio, as noites mal dormidas… Igualmente, ninguém percebe que um corpo em forma é resultado da nada-fácil renúncia contra a gula, e de horas e mais horas acumuladas de exercícios.

Muitas pessoas enxergam a superfície dos sonhos, mas poucas se aprofundam no caminho traçado pela força que motiva uma realização. A realidade aparente se mostra aos olhos, mas e a realidade que se esconde? Quais são os corações que desejam enxergar?

(AlunaGeorge – You know you like it)

Pura complicação

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A felicidade é simples, mas nós somos contraditórios. Por isso não tem jeito: Ser feliz é um processo complicado, principalmente, quando o centro do nosso desejo é alcançar a felicidade conjugal.

É difícil duas pessoas serem felizes juntas. Quando uma está transbordando de alegria, aparece a outra com os seus próprios problemas, e carrega o parceiro – mesmo que sem querer – para baixo, e assim vice-e-versa. Não que a plena satisfação seja impossível, mas os casados podem concordar comigo que não é algo lá tão fácil…

A pergunta que não quer calar é: Será que duas pessoas serem felizes juntas é mais difícil do que conquistar a plena felicidade sozinho? Os solteiros estão em vantagem ou desvantagem na corrida pela autorealização?

Se uma vida compartilhada ao lado da boa companhia que escolhemos para o “felizes para sempre” não é o bastante, como fica a situação dos “avulsos” que buscam no par ideal a própria felicidade. Para eles ainda prevalece a esperança?

(U2 – Invisible)

Pedaços de felicidade

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A felicidade soa como o resultado final, o prêmio tão esperado (e merecido) depois de sacrifícios e lutas diárias. Ao menos é assim que vejo as pessoas encarando o ato de ser feliz. Pessoalmente, penso um pouco diferente. Prefiro acreditar que existem pedaços de felicidade espalhados por cada ação que objetiva conquistar o sonho de ser feliz.

A expectativa da felicidade, por exemplo, é um ótimo local para se localizar um destes fragmentos de felicidade. Sabe aqueles momentos que nos ocorre o pensamento de que tudo pode dar certo? Quando enxergamos a possibilidade de sermos felizes, de certa forma, já experimentamos um gostinho da felicidade. E observe: Isso acontece antes mesmo de travarmos as batalhas e a conquistarmos com todos os méritos.

Não quero dizer com isso que a felicidade seja fragmentada. Longe disso! Apenas chamo a atenção para uma verdade no meio do caminho: A expectativa de que algo pode dar certo já nos proporciona um pedacinho de felicidade, e este simples fragmento – que nada mais é do que é a esperança – nos torna dispostos a lutar em favor da totalidade, em busca do “Ser feliz”.

(John Mayer – Your body is a wonderland)

Antônimos da vida real

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Acordei com uma obsessão compulsiva por abrir o dicionário e revisar alguns significados. Logo de cara procurei o antônimo de felicidade e me deparei com o que a palavra esperada que, por sinal, deu margem para a reflexão de hoje: “tristeza”, o suposto autônimo da felicidade.

Apesar de me lembrar dos tempos de escola, por alguns instantes ainda fiquei me perguntando se realmente a “tristeza” seria o oposto de “felicidade”. A minha pessoal conclusão me responde que não, mesmo eu não sendo ninguém para contradizer fontes bibliográficas de renome. Não concordo que felicidade e tristeza são autônimos da vida real, porque isso implicaria na afirmação fatídica de que se você não é feliz, é porque é triste, e se não é triste significa que é feliz. Convenhamos, isso não faz o menor sentido!

Uma coisa é não se ser presenteado com a tal da felicidade, e outra, inclusive bem diferente, é ter a vida acometida pela tristeza. Existem pessoas que podem não ser felizes, mas que também não se caracterizam como tristes. Elas vivem as suas vidas sem lamentos, sem lágrimas ou dor, e seguem relativamente bem se contentando com a realidade. Não são tristes e também não são felizes. Estão no meio termo, simplesmente cômodas com as próprias vidas.

É claro que com isto não nego a existência da felicidade e tão pouco da tristeza. Apenas pondero que não se ser feliz não implica no autônimo de então se ser obrigatoriamente triste. Existe uma diferença mínima, singular, que denota uma linha, talvez até tênue, porém existente, que separa a tristeza e a felicidade. Existe a “infelicidade” que não é o oposto de tristeza, mas se apresenta como uma condição momentânea de não se ser feliz ou triste. Ela é só uma variação da língua portuguesa que não se ensina nas salas de aula, mas que se aprende, querendo ou não, observando pequenos detalhes do nosso cotidiano mais habitual.

(Ross Copperman – Holding on and letting go)