Jornada

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Alguém aí conhece uma expressão carregada de mais mistério e misticismo do que a palavra “destino”? Eu, não. Há anos venho tentando entender o seu significado. Não sei se acredito ou desacredito. Não sei se é algo que existe e é palpável, ou se não passa de mais uma das “crendices” populares que servem unicamente para dar sentido a existência.

Vejo o destino como um conjunto de acontecimentos que criamos dentro do dia a dia. A palavra soa para mim tal como o coletivo de “experiências”. É o resultado de tudo o que fazemos respaldado em consequências que podem ser tangíveis em um futuro próximo ou distante.

Por isso digo: Mais importante do que o destino é a sua jornada! Ela quem vai definir o que será do amanhã. Não existe misticismo nisso. Nem magia. Nem mistério. A jornada é simples e direta. Depende unicamente de você.

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Sete vidas

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Como surgiu a ideia de que os gatos tem sete vidas? Durante a Idade Média? Através da Wicca? Ou é apenas uma mera crença popular? A origem, na verdade, pouco importa. O fato é que os felinos demonstram uma habilidade especial para escapar de situações de perigo.

Não quero me vangloriar dentro de certas peripécias mas, assim como os gatinhos, eu já consegui me desviar de cinco possibilidades de morte. Nasci praticamente morta. Pelos quatro anos me engasguei com uma bala de goma. Com seis quase fui atropelada. Aos doze caí de bicicleta debaixo do pneu de um carro. E aos vinte e oito anos uma placa nada pequena por pouco não partiu minha cabeça.

Será sorte?

Guardo para mim a ideia de que nada acontece por acaso. Se não morri, é sinal de que a minha hora não chegou. Até mesmo porque ainda me restam duas vidas. A dúvida crucial é: Devo aproveitar cada momento ao máximo, ou me privar de certas aventuras para não arriscar partir para o outro lado ainda mais cedo?

Previsão do tempo

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Por que as pessoas se preocupam tanto com a previsão do tempo? Noto uma curiosidade exagerada com o que o “cara do tempo” tem a dizer. Aumenta-se o volume da TV na hora que o mapa aparece. Pede-se silêncio. Exige-se atenção.

Às vezes nem se tem nada para fazer no outro dia. Você não vai sair de casa. Não tem roupa para lavar. Não pretende ir à praia. Mas, a preocupação com a chuva ou com o sol continua existindo de qualquer forma. Me diga, por quê?

Parece que as pessoas têm um fascínio absoluto por adivinhar o futuro.  Querem de toda forma saber o que vai acontecer no outro dia. São ansiosas. Não conseguem esperar pelo acaso. Precisam estar precavidas. E, nestas horas, a previsão meteorológica soa quase como um “cano de escape”.

Bolas de cristal não são necessárias, muito menos uma máquina do tempo. Você apenas precisa interpretar as figuras de nuvens e sol para saber o que vai acontecer. É fácil, comum. Está ao alcance de todos. E, o melhor, serve até como assunto para os momentos embaraçosos que não se tem nada a dizer.

(Jennifer Hudson – If this isn’t love)

Ritmo da vida

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Todo mundo diz, mas ninguém acredita que na hora certa coisas boas acontecem na vida. A gente se acostuma a viver o dia após dia dentro de uma rotina que parece não ter fim. Acordamos, vamos à luta diária pela busca dos nossos objetivos, voltamos para lar, tomamos um banho, caímos na cama e aí tudo começa de novo repetidas e incontáveis vezes.

A existência parece meio mecânica, dispensável de racionalizações. Mas, eventualmente, a gente tira uns segundos para pensar no rumo em que as coisas estão seguindo, e percebemos que, em comparação com o passado, tudo mudou de uma maneira tão drástica que sequer nos reconhecemos.

Os problemas que tínhamos há dois foram solucionados e até já esquecemos deles, os sonhos que pareciam impossíveis por tantos anos se realizaram um dia atrás. E, assim, quando a gente é pego por essa eventualidade do transcorrer de um simples pensamento, damos de cara com a realidade atual que, pode até parecer ser mecânica a uma primeira vista, mas que já foi muito diferente em um determinando ponto do passado.

Por isso, não podemos esquecer de conservar a esperança de que os dias melhores realmente estão por vir. Coisas boas acontecem a todo o momento, é apenas uma questão de perseverança e paciência com o ritmo único da vida.

(David Cook – Fade into me)

Trem em movimento

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A vida é feita de histórias. Parece que sem elas nada faria sentido ou sequer existiria. Não haveria a menor graça se não houvessem as ações e as palavras que conduzem cada pequeno ou grande enredo do dia a dia.

Há histórias que são românticas, outras tristes ou até melodramáticas, também há aquelas que que nos fazem pensar e servem quase como uma filosofia a ser seguida. Seja qual for a categoria, as histórias sempre são perfeitas mesmo quando reais, simplórias ou meramente destinadas a lições existenciais. As histórias nunca param, as histórias contam a vida.

Uma história é como um trem em movimento. Podemos embarcar no seu início, meio ou fim. Sendo cedo ou tarde, qualquer história está fadada a se eternizar de alguma forma. Toda história está fada a chegar ao seu destino.

(Trey Songz – Can’t help but wait)

Propósitos da vida

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A falta de objetivos deixa-nos perdidos, a mercê da sorte ao invés dos sonhos. Chega a parecer que a vida precisa de propósitos para ser bem vivida, aproveitada ao máximo ao longo dos parcos anos que permeiam a nossa existência. Porém, é possível se ter um propósito para tudo?

Existem ações que são planejadas com uma finalidade bem definida como, por exemplo, acordar cedo para se trabalhar, ganhar e guardar dinheiro. Mas, também existem atitudes que não são premeditadas, elas apenas são tomadas no calor do momento e no dia após dia impensado, não racionalizado. E, quando paramos para olhar para trás notamos que certos rumos foram alcançados sem termos a devida consciência.

A eventualidade transforma o nosso destino e, às vezes, a vida esquece que somos os seus protagonistas e se responsabiliza por conquistar os seus próprios propósitos, alguns, inclusive, que nunca tinham passado pela nossa mente. Apesar de camuflados pela irracionalidade, estes são os nossos propósitos, os propósitos da nossa vida.

(Monica – Until it’s gone)