Beleza da essência

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O belo, admirável, se manifesta de tantas formas nos seres humanos. Existem belezas de tantos tipos, estilos e que agradam vários gostos e preferências que não há porque se rotular de “bonito” apenas isso ou aquilo. Existem elogios para todo mundo!

Dentro da sua essência, cada pessoa esbanja o seu próprio encanto e não há porque se querer travar competições que podem colocar no pódio uns e rebaixar outros.

Como diz o trecho de um livro que gosto muito:

Cada pessoa tem um encanto próprio, que só se manifesta quando ela é verdadeira em suas atitudes. Não age apenas para agradar os outros. Age com naturalidade, faz o que gosta e que lhe dá bem-estar. Assim sua alma se expressa, a luz do seu espírito se acende e atrai a admiração de todos. É a manifestação do carisma. Todos possuem essa qualidade, mas é preciso aprender a desenvolvê-la.”. (Zibia Gasparetto, O Encontro Inesperado)

(Keke Wyatt ft. Avant – Nothing in this world)

Beleza difamada

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Nas minhas habituais “andanças” pelas redes sociais me deparei com uma frase daquelas que todo mundo adora compartilhar. As palavras diziam “A beleza conquista os olhos e a personalidade o coração.”. Eu cliquei no botãozinho “curtir”, claro!

Até complemento a interação social apoiando a ideia – como sempre o fiz -, e dizendo que a beleza não serve para nada. Ela é um mero enfeite que só funciona muito bem para camuflar as verdades que se passam na alma. As pessoas não enxergam sentimentos na beleza. A maioria apenas se conforma em ligar beleza a vulgaridade, ou pior, a falta de conteúdo.

Mas, quem disse que precisa ser assim? Quem comprovou que uma pessoa bonita não pode ter personalidade? Seja lá quem tenha sido o responsável por tamanha difamação, eu garanto: Beleza e personalidade não são contraditórias, mas sim interdependentes. Cada uma vive dentro do seu próprio propósito de existência. Quem é bonito pode ter personalidade, oras! Chega de se difamar a beleza!

(Radiohead – Creep)

Beleza vs. Vulgaridade

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Beleza e vulgaridade: Poderiam estas duas palavrinhas se correlacionarem de forma a responderem como a consequência respectiva uma da outra? Particularmente, sequer preciso consultar o dicionário para direcionar a minha resposta, mas há quem ainda consiga categorizá-las como sinônimos irreversíveis da vida real. Pode isso?

A título de mero esclarecimento, beleza é uma coisa e vulgaridade é outra. Não entendo como podem criar vínculos entre duas características que são interdependentes. E olha que eu vejo isso acontecer o tempo inteiro, especialmente quando o assunto é ligado ao sexo feminino. Basta apenas um segundo para uma mulher bonita ser avistada, e já ser encarada como vulgar simplesmente por despertar a atenção. Por que isso, afinal? Falta do velho e bom julgamento, de discernimento, ou, quem sabe, seria inveja?

Tenho a não tão leve impressão de que os seres humanos, ou ao menos uma parte significativa deles, se sentem incomodados quando não se veem como sendo o centro das atenções. E, assim, diante de certas presenças sentem-se subjugados e no direito de rotularem os outros de maneiras pra lá de incoerentes.

Ora convenhamos, vulgaridade não tem nada a ver com beleza, ela é ligada a postura e atitudes, não há traços físicos que despertam os diversos olhares. E, quer saber a parte mais engraçada? Mesmo não sentindo necessidade, segui meu hábito e consultei meu amigo dicionário. Deparei-me com a resposta ideal para aqueles que ainda cismam em fazer confusão: “Vulgaridade: baixo, ínfimo, ordinário, que não tem nada que o faça destacar-se = comum, frequente, inconspícuo.”

Será que agora finalmente vão entender a diferença?

(Joss Stone – Could have been you)

A tal da beleza

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Quando somos crianças as experiências surgem aos poucos e, até meio sem querer, a vida nos apresenta o mundo dos relacionamentos, das amizades e até mesmo das tais paquerinhas… Sabe aquelas de colégio sem nenhuma aparente malícia?  É desta forma que vamos aprendendo que, apesar dos nossos pais dizerem que beleza não é fundamental, somos cobrados e julgados todos os dias pelo nosso cartão de visitas, a aparência física que pode nos conduzir ao sucesso ou condenar ao fracasso.

Nada mais óbvio para alguém que ainda engatinha no viver do que pedir a Deus e a todos os anjinhos conhecidos a tal da beleza. Sequer temos idade para entendermos os relacionamentos – e, na verdade mesmo na fase adulta muitas vezes não conseguimos entendê-los – e já queremos ser admirados, aprovados pela sociedade.

O tempo passa, os anos transcorrem, e num belo dia, no auge dos vinte e poucos anos quando já fizemos regimes malucos, pintamos os cabelos, as unhas dos pés, das mãos, e quem sabe até já nos submetemos a algumas alterações cirúrgicas, eis que surgem algumas perguntas: De que serve a beleza mesmo? Por que eu a queria tanto?

A resposta não poderia ser mais conhecida, mas, claro, como em todas as grandes experiências da vida, não queremos as palavras dos conselhos, precisamos das experiências próprias, dos tombos, dos erros e acertos para descobrir o óbvio, o que todo mundo já sabe e o que os nossos pais já tinham dito quando ainda aprendíamos o alfabeto: A beleza é uma mesquinharia infantil, ela não serve para nada, ela não é nada.

(Boyce Avenue – Titanium)

Beleza sem profundidade

O que a beleza significa para as pessoas hoje em dia? Uma necessidade ou um diferencial? Fico aqui com minha dúvida…

Se fosse uma necessidade, os feios, e me perdoem a categorização, não teriam vez, enquanto os bonitos estariam seguros com pares devidamente escolhidos logo ao lado. E, por outro lado, se fosse apenas um diferencial, implicaria em não se dar grande importância à beleza, o que, sem hipocrisia, todos nós sabemos que não é algo que faz parte da realidade.

A beleza é sim importante, talvez não tanto para ser encarada como uma necessidade, mas também não tão pouco a ponto de ser apenas um diferencial. Ela representa um status, um patamar de seleção no momento da conquista, todos buscam, uns necessitam, uns conseguem, e outros simplesmente deixam a sorte decidir.

Entretanto e sobretudo, o fato é que beleza sem nenhum outro tipo de profundidade, ou de adendos, é apenas decoração. E ninguém pode ser feliz apenas com coisas bonitas. É preciso mais, é preciso beleza se junte com algum tipo de profundidade que seja admirável não apenas por aparências. No fundo, acho que é isso que todos buscam… Uma combinação graciosa e aceitável entre profundidade e decoração.

(Craig David – One last dance)

Clichês verdadeiros

Há alguns anos lembro-me que não fazia a menor ideia do que significava a palavra “clichê”. Na verdade, vergonhosamente por algum tempo eu acreditei que deveria ser alguma derivação de chicletes ou algo dentro do gênero. Mas, passando a ignorância da infância, descobri que se trata de uma palavra que eu, de fato, gosto apesar de se remeter a frases comuns e a ditos corriqueiros. Inclusive, acho que gosto tanto justamente por ser simples e funcional, por nunca dar rodeios e até mesmo por às vezes ser absurdamente redundante, porém, sempre compreensível.

Um destes clichês que mais gosto fala sobre a autoestima. É aquele conhecido por “Você precisa gostar de si mesmo, se quer que alguém de você”. Conhece, não é? Eu, pessoalmente, acredito mesmo neste pensamento. Penso que as pessoas bonitas são bonitas porque se sentem assim e, a partir dai, aderem uma postura comum a pessoas bonitas. Uma pose de segurança, de determinação, de risos e sorrisos, de estar bem com a vida. O que é totalmente contrário a uma pessoa que não se sente bem consigo mesma. Esta simplesmente curva os ombros, abaixa a cabeça, evita cruzar olhares e dos seus lábios saem apenas sorrisos tímidos e escassos. Esta pessoa pode nem ser feia, mas o simples fato de se sentir assim, deslocada, é capaz de mudar toda a imagem que os outros e ela mesma fazem de si própria.

É engraçado isso porque, sinceramente, eu acho que todo mundo é bonito. Uns tem certos pontos fortes, outros tem graças diferentes, mas todos são bonitos. A maioria não sabe disso, anda por ai se achando um trapo e opta por não acreditar no que o próprio espelho diz. Mas, também, não dá para atirar pedras, tudo é uma questão humor e percepção.

Confesso que eu mesma em alguns dias acordo me sentindo um lixo, parece que tudo está em desalinho e não há bases, blush, chapinhas e plásticas o suficiente para corrigir todas as minhas imperfeições. Mas, quando surge este tsunami de insegurança, eu opto por caprichar mais no visual. Fazer as unhas, um banho de creme, passar perfume e ir para rua.

Se quer um conselho, passar em frente a uma obra ou em ruas com movimento frenético de caminhoneiros solitários sempre ajuda. Experimente!

(Shontelle – Impossible)