No mundo da solidão

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Ninguém, absolutamente ninguém na face da Terra, faz ideia – remota que seja – do que se passa nos meus pensamentos. Não existe uma pessoa sequer que seja capaz de entrar no mundo das minhas ideias e desvendar tudo o que camuflo no dia após dia de toda a minha vida. Isso me parece até meio solitário…

Todos os meus pensamentos (dos mais banais e corriqueiros aos mais importantes e filosóficos) estão sozinhos. Quando não compartilhados devidamente com o mundo, eles permanecem enclausurados dentro de mim, não veem a luz do dia, não se interligam com outras ideias. Ficam apenas estáticos na sua própria realidade triste ou feliz.

Claro, eu gostaria que isso mudasse. Queria poder expor ao mundo tudo o que se passa pela minha cabeça, dizer óbvio e também o que ninguém imagina. Mas, do que me adiantaria? Minha intuição me diz que se a natureza do pensamento é ser abstrato, intocável e estreitamente pessoal é porque tem que ser assim. Talvez se todas as ideias fossem expostas ao mundo o resultado seria drástico demais.  Por isso, permaneço com o que conheço. Opto por deixar meus pensamentos protegidos no mundo da solidão. Penso que é melhor isto a travar batalhas das quais sequer sei se poderia sobreviver. Será que tudo isso faz algum sentido?

(Theory Of A Deadman – Not meant to be)

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