Quando a dor se ausenta

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É bem verdade que a dor de uma despedida castiga a alma. Principalmente, quando o “adeus” não é pronunciado e fica apenas subentendido pelas consequências da falta de atitude. Se livrar desse sofrimento não é uma tarefa a ser cumprida, pois não há formas racionais o suficiente para fazer o cérebro parar de pensar em quem não pensa mais em você. Mas, o lado otimista de tudo isso, se é que existe, é que o tempo realmente cura tudo… Até mesmo corações dilacerados.

O transcorrer dos dias, dos meses e, especialmente, da ausência, faz com que consigamos seguir nossas vidas rumo ao desconhecido que abriga um coração vazio. Quem muito se ausenta deixa de fazer falta. A saudade dói e castiga o peito logo no começo, mas depois de certo tempo, acabamos por nos acostumar com aquela conhecida dor da partida, e depois de mais um tempo, esquecemos até mesmo que um dia sentimos alguma dor.

O sofrimento vira um desconforto e o desconforto desaparece, se transforma em esquecimento.

No passado você pode ter amado, sofrido, chorado. Mas, tenha certeza que em breve, ou um dia ao menos, você se contentará em ver a foto daquela pessoa feliz ao lado de outra companhia. Quando a dor se ausenta, você fica apenas com a ligeira saudade do tempo em que sentia seu coração vivo.

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