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Um bom começo

Existem pessoas que são fortes e jamais se entregam. Travam batalhas e lutas contra tudo e todos com o único objetivo de se superar e quebrar barreiras. Admiro tais pessoas! Merecem todas as parabenizações imagináveis.

Sempre tive um grande “avesso” a pessoas fracas. Elas me deixam pra baixo, irritada, pessimista. Detesto quem se entrega antes mesmo de tentar, e odeio ainda mais quem fica reclamando da própria sorte ao invés de buscar a superação no mais humilde silêncio.

Na minha opinião estamos vivos para aprender, e drasticamente em consequência também sofrer. E, dentro de tanta dor e aprendizado não há espaço para lamentos, apenas para a força, a garra e a vontade de vencer. Portanto de nada adianta cruzar os braços e ficar lamentando a própria falta de sorte. Isso jamais levará alguém a algum lugar (ao menos a nenhum bom lugar), certo? Então, a partir de hoje que tal erguer a cabeça e encarar a vida sem medos ou lamentações? Vai por mim, pode ser um bom começo!

(Nickelback – Savin’ Me)

Observação do dia

Posso estar errada (ou absolutamente correta), mas acredito que o estado emocional de uma pessoa é diretamente proporcional a ela ser agradável ou não nas relações cotidianas. Será que dá para me entender?

O que quero dizer é que penso que quando uma pessoa se sente bem consigo mesma, ela consegue ser mais simpática e “legal” com todo mundo. É como se o seu estado emocional fosse também o responsável pelas relações interpessoais que são construídas diariamente.

Nada mais natural! Se somos o que sentimos, é certo que o nosso humor, estado de espírito, ou temperamento, seja proporcional a harmonia (ou desarmonia) que causamos nos ambientes pelos quais passamos. Sendo assim, chego a uma observação incrivelmente óbvia, mas necessária: As pessoas mais agradáveis e fácies de se conviver são também aquelas que mais estão felizes e satisfeitas com a própria vida que levam. Acredite se quiser, é um fato!

(Corinne Bailey Rae – Since I’ve been loving you)

Tento sempre dar o meu melhor em tudo o que faço. Não consigo fazer as coisas de “qualquer jeito”, ou simplesmente por fazer. No mundinho de Marceli as tarefas, sejam elas quais forem, devem ser concretizadas com extrema maestria… Mas admito, nem sempre é desta forma que funciona.

Tem coisas que eu simplesmente não nasci para fazer, e minha afirmação não parte de um lampejo de pessimismo, garanto! Apenas acredito que existem âmbitos da vida que não vão de encontro com as minhas habilidades. Por exemplo, dançar… Acho, ou melhor, tenho certeza de que não nasci para isso!

Não vejo o meu “avesso” a dança como algo negativo. Na verdade, encaro como uma característica natural do ser humano. Não podemos ser ótimos em tudo o que fazemos. Cada um possui facilidades e dificuldades e não há nada de errado em não se sair bem em certas particularidades da vida cotidiana. É só uma questão de percepção, vontade, gostos e desgostos… Nada além disso!

(Keyshia Cole –  To be over)

Cativantes

Algumas pessoas sabem cativar, sem perceber, sem querer… Simplesmente conquistam a simpatia assim como num passe de mágica. E, posso afirmar, até os mais ranzinzas e exigentes podem cair em toda essa graça… Mesmo que nem sempre admitam, eles caem, ah se caem!

Tem pessoas que são assim sabe-se lá por qual razão. Por mero acaso ou até mesmo destino, elas conseguem proezas como a de ganhar uma amizade sincera logo após uma conversa de cinco linhas. São pessoas que inspiram confiança, passam credibilidade e carisma de uma forma tão involuntária como respirar.

Pessoalmente, eu penso que o mundo precisa de mais pessoas assim. Seria maravilhoso se a sociedade em geral se rendesse aos encantos do cordialismo, das boas maneiras e da solidariedade espontânea e sem fins lucrativos. Quem sabe a  Terra até possa se tornar um lugar um pouquinho melhor com algumas doses diárias do positivismo que  se exala das pessoas cativantes…  Seria bom, não?

(Demi Lovato – Give your heart a break)


Fico tentando analisar as pessoas a todo instante, principalmente quando há algo nelas que me repele ou chama atenção. Por exemplo, tenho certa cisma com pessoas felizes demais. Juro que não é implicância, mas quando vejo alguém animado em excesso, sinto como se existisse algo de errado, e, aqui entre nós, geralmente há mesmo!

Não que ser feliz seja um problema. Mas, penso que em uma vida cotidiana, não há como se ser feliz vinte e quatro horas por dia. As pessoas tem problemas, desafios, preocupações. E ninguém, em sã consciência ao menos, é capaz de sorrir escancaradamente o tempo inteiro. Ao menos não sendo absolutamente sincero com os próprios sentimentos.

Acredito, dentro das minhas próprias teorias e observações, que em alguns casos quando alguém busca demonstrar que é feliz com gestos largos e sorrisos que tentam ser contagiantes, na verdade está apenas camuflando o seu verdadeiro estado emocional. O motivo? Não sei dizer, são muitas as possibilidades. Poderia ser algo feito sem se pensar, por vergonha, medo, necessidade de provar valores ou sucesso… Tudo varia muito de pessoa para pessoa. Mas, uma coisa é certa: Ninguém pode ser tão feliz como vejo gente “sendo”, ou melhor, tentando parecer ser por aí…

(Olivia – My turn to cry)

Amigos de verdade

Muita gente não entende as amizades, acham que são carregadas de interesses, paixões avassaladoras e desejos ocultos. Não sou inocente o suficiente para negar que esse tipo de “amizade” disfarçada também exista, mas acredito que também há aquelas que são puras e verdadeiras, sem nada além disso.

É bem fácil reconhecer as amizades desprovidas de interesses. Elas costumam te oferecer as mãos e ombros em todos os momentos, independentemente da hora, local ou razão social. Amigos verdadeiros também não são estabelecidos por prazos de validade, duram por toda uma vida e, talvez, até mais do que uma única vida.

Amigos de verdade simplesmente estão ali… Nem sempre estão disponíveis, porque, afinal, cada um tem a sua vida e os seus respectivos compromissos. Porém, eles procuram se manter ao nosso alcance, e essa simples disponibilidade faz toda a diferença nas nossas vidas.

(Gustavo Fofão – About friendship)

Tombos da vida

A sensação de se estar caindo é horrível, eu detesto! E, por favor, não se confunda… Eu não estou me referindo ao sentido figurado da palavra “cair”, falo em cair mesmo, literalmente se “espatifar” ao chão. É lamentável!

Momentos antes de levar o temido tombo parece que um lampejo de consciência, um déjà vu, ou premonição nos assola ao pensamento. Vem aquela vozinha que pronúncia incansavelmente frases como “Já pensou se eu caio aqui?”, ou “Nossa, tenho que cuidar para não cair!” e, instantes depois, para a nossa surpresa, nada boa no caso, os medos (ou avisos, se preferir) se transformam em realidade.

Nestas horas da vontade de xingar a bendita da gravidade, os deuses, e toda a plateia que está a nossa volta contemplando aquele momento nada memorável. Mas, na verdade, nada disso é feito, só há espaço para a vergonha. Se pudéssemos cavaríamos buracos nas roxas mais sólidas só para conseguir nos enfiar em um lugar longe de tantos apontamentos e olhares.

Para mim cair é ainda mais complicado. Primeiro, porque estou falando de mim mesma ,e todo ser humano neste planeta se sente no direito de ver os seus problemas como maiores que os dos outros. E, segundo, porque eu não consigo tropeçar e, pronto, cair como uma pessoa normal. A minha façanha se enrola a ponto de eu dar passos e mais passos, cambalear, girar, fazer poses e, somente para o “grand finale”, cair de fato. E o mais curioso, eu sempre, SEMPRE, caio de bunda no chão, independentemente da posição que me levou a perder o equilíbrio.

Bom… Fazer o quê? Tombo dado, é tombo registrado. Talvez as pessoas que presenciaram o “mico” do momento se esqueçam da cena em poucos dias. Mas, para quem cai, toda a cena fica gravada para sempre como um aviso, uma placa de exclamação, um lembrete, e, especialmente, como uma experiência que servirá para que outros tombos não venham a acontecer. Ao menos, é isso que eu espero…

(Velvet Revolver – Fall to pieces)

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